MOTOCICLISMO, MOTOTURISMO E DUAS RODAS
   
Entenda-se por Motociclismo o prazer e gosto pelas motas, e não o gosto pela velocidade. A minha paixão é pelo prazer de conduzir uma mota, tanto no dia-a-dia como numa longa viagem e não pelo prazer e adrenalina provocada por velocidades elevadas.


Comecei no mundo das motos numa casal boss (sempre com o pai à pendura a ensinar-me o básico das duas rodas) bem antes dos 16 anos, percebendo como funcionaria aquela manete estranha a que chamavam embraiagem em vez do travão da frente e uma manete à direita em vez do travão da roda traseira. Coisa estranha, mas pouco irrelevante numa Boss de duas velocidades que mal arrancava, mal virava, mas subia, mas pouca gasolina bebia!

Daí para a frente apenas podia conduzir as scooters do meu pai que "gentilmente" me emprestava por vezes sem o seu conhecimento para voltas muito pequenas pelo quarteirão. Finalmente em 2003, com mais de 2 anos completos de trabalho em cima, consegui amealhar alguns tostões, suficientes para me iniciar do mundo das duas rodas independentemente. Adquiri uma Honda NX4 novinha em folha na Mototur por um preço delicioso! Foi "quase às escondidas" da namorada que não gostava de motos (pelo perigo implícito)...


A moto era fantástica para o uso que lhe dava, que rondava as idas para o trabalho, para a faculdade e pequenas voltas de fim de semana. Os consumos rondavam os 4,5l/100 sem ser a economia o objectivo da moto, o conforto em parelos, terra, buracos, lombas, estradas portuguesas era fantástico pois todos os pisos transformavam-se numa auto-estrada. No lés-a-lés comportou-se lindamente, se bem que as estradas de montanha obrigavam ao constante uso da embraiagem e longas horas em cima da moto tornavam-na penosa sendo as dores de costas, punho esquerdo e "bochechas" massacradas violentamente... Como quase todas as motos também mostrou aqui as suas desvantagens e quando a namorada (que antes não gostava de motos) começou a fazer uns passeios comigo, querendo ir cada vez mais longe sentiu que não era uma turística percebendo que a minha vontade de trocar de moto talvez fizesse algum sentido...

Com 40.000km na NX4, em Dezembro de 2007 fui à Mototur fazer um test-drive à nova Transalp 700, mas o seu custo elevado e motor algo estranho, deixaram-me apaixonado pela Honda CBF600SA. Negócio feito, e com alguns acessórios à posteriori, a CBF tornou-se numa "turística", com um banco melhorado, vidro frontal mais alto e 3 malas.


A namorada cada vez gostou mais de andar de moto, e a mesma namorada que não gostava de motos passou a ser a minha esposa em 2009, e já me acompanhava em todos os passeios de moto. Em Agosto do ano de 2010 fomos fazer um passeio de moto por Portugal, Espanha, França e essencialmente Itália (Genova, Veneza, Piza, Florença, Assis, Trevi, Spoleto, Perugia, Roma, entre outros locais). A CBF portou-se lindamente (apenas um furo que em nada se deve à moto), mas sentimos alguns pequenos defeito na moto, como por exemplo o conforto do banco, o banco da pendura que sendo cerca de 15cm mais alto que o do condutor acentua a falta de protecção aerodinámica da moto.

Em Setembro de 2010 a CBF tinha já 47.000km, e começamos a procurar na net motos com alguma protecção aerodinâmica e melhor conforto, sem grande objectivo de troca mas para estudar um pouco o mercado. A relação qualidade / preço ia directamente para a Deauville que não obrigaria a um gasto muito elevado na troca. A desvalorização da CBF e os preços altos da Deauville fizeram-nos sonhar mais alto... Comprar uma moto de 2001 turística em vez de uma Deauville (semi-turística) de 2007 seria justificativa pelo mesmo preço? A BMW RT1150 parecia a moto adequada, mas deixar a Honda após boas recordações e nenhuma má experiência parecia uma má opção, mesmo sendo das melhores turísticas do mercado. Entretanto a Motorway apresentou-me a solução com uma Pan-European de 2002 e uma excelente proposta de troca. Não exitei e a viagem de Gaia a Lisboa, valeu-me a melhor moto turística de sempre!!!!


Com 73.000km dos quais apenas 10.000km são de minha autoria, estou bastante satisfeito com a moto! É uma moto para quem pretende viajar (longas viagens), permitindo ser utilizada no dia-a-dia com uma facilidade impressionante no meio do trânsito para as dimensões da mesma! Os consumos não são fantásticos, mas para um motor de 1.300cc conseguem ser bem comedidos se rolarmos com calma.
Em suma, estou super satisfeito com a moto! Peca no calor emitido do motor (ao que pondero a colocação dos acessórios para desvio de ar do motor). Com excepção a isso, a moto está perfeita.

Em Abril de 2011, a subida abrupta dos preços dos combustíveis, e as manutenções (algo dispendiosas) da Pan-European, levaram a ponderar uma aquisição de uma moto adicional para as viagens casa-trabalho-casa. Embora a Honda Lead 110 sempre tivesse chamado atenção pelo conforto, espaço de carga e protecão aerodinâmica, as rodas demasiado pequenas não conseguem ser adequadas para as estradas portuguesas, e a Honda PCX 125 estava a comprovar-se um fenómeno de vendas! A economia e facilidade de condução aliadas a um preço relativamente baixo convenceram-me facilmente, e contas feitas, em menos de dois anos o investimento passará a ter retorno caso os preços da gasolina mantenham-se idênticos (o que duvido uma vez que a escalada tem sido constante...).


Pouco depois chegou a pequena moto que tem sido a companheira do dia-a-dia. O motor consegue ser bastante flexível, demonstrando-se eficaz em todas as situações. Não é possível exigirmos recuperações de motor rápidas, ou velocidade superior aos 105km/h, mas são suficientes para os 40km diários. Os consumos não ultrapassam os 2,4l/100 e o conforto para o condutor é óptimo. Peca na utilização com 2 pessoas em que a suspensão tem um curso curto e o lugar de pendura estreito, mas é uma excelente moto, simples mas eficiente, que certamente vai acompanhar-me durante muitos anos...

Passeios e Crónicas

Não sendo um grande viajante (por uma questão monetária), prefiro sem dúvida, qualquer passeio de mota do que carro, barco ou avião. Vou colocar aqui algumas crónicas e histórias de uns "passeiozitos". Como é óbvio a vontade é sempre haver uma continuação, mas nem sempre existe oportunidade...
Crónicas


Road-books

Aproveitem um fim-de-semana prolongado, ou mesmo as férias para percorrerem o nosso país, com todas as indicações a seguir e pontos a visitar. Uma forma diferente de conhecer o nosso país que vos levará a locais paradisíacos e inimagináveis
Road-books


Honda Pan European

Após uma viagem pela Europa com a CBF, encontrei alguns defeitos nesse modelo que a limitavam em longas viagens. Encontrei a possibilidade de adquirir uma Honda Pan European STX1300 ABS, de 2002, considerando esta uma das melhores turísticas do mercado. Conforto fenomenal num banco largo e macio, com uma protecção aerodinâmica fenomenal, excelente motor, com consumos semelhantes a uma 600cc.
Especificações e Fotos


Honda CBF600

A minha segunda mota, adquirida no final de 2007. Procurando mais protecção aerodinâmica e conforto, tinha duas possibilidades próximas... A CBF e a V-Strom. Sendo a Honda mais estradista, e uma vez que utilizo a mota essencialmente para o dia-a-dia foi a minha opção (além da campanha da Honda). Não é uma viajante nata, mas alguns acessórios tornam-na perfeitamente válida para alguns grandes passeios.

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Honda NX4


A minha primeira mota foi a Honda NX4, de 2003. Optei por este modelo pois procurava uma mota económica e acessível para o dia-a-dia, tendo também considerado que seria um bom modelo como primeira mota, para quem apenas tinha experiência de scooters.
As características são agradáveis, equipada com o motor da Honda XR400 e um conforto adequado para o dia-a-dia, deixa a desejar nas longas viagens em que o banco torna-se duro e demasiado estreito. Com cerca de 30cv as médias situam-se abaixo dos 5l/100km.
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Honda Bali


A Honda Bali SJ100 EX é a antiga scooter do meu pai. Neste momento encontra-se desmontada. Devido a um problema mecânico em 2002, foi desmontada, e desde aí que ficou assim... Agora chegou a altura de colocá-la a andar. Vou tentar soldar alguns plásticos partidos e restaurar as zonas com ferrugem e em pior estado. Um trabalho complicado, visto que desde que foi desmontada nunca ninguém lhe mexeu.
Um objectivo a prazo... longo...
Especificações e Fotos

 
 
 
 
 
 
 
 
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