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9º PORTUGAL
Lés-a-lés |
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Introdução |
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A minha primeira
aventura na NX4 a sério... Aventura, porque o Lés-a-lés não é "apenas"
um passeio, é um evento bastante duro, que requer bastante resistência
do condutor e da montada, assim como bastante concentração para podermos
manter-nos atentos ao Road-book enquanto aproveitamos para passar os
olhos pelas belíssimas paisagens do nosso país.
1000km dividos em duas etapas e um prólogo no dia de chegada. Este
prólogo foi um "pequeno" passeio bastante agradável, com muitas
paragens, fotos e belíssimos locais.
"A minha mota não dá para isso..." Não é bem assim, qualquer mota dá para o
lés-a-lés, quanto ao condutor... isso já é outro assunto. Existem motas
mais ou menos adequadas, mas qualquer mota é uma boa mota para o LAL. Todos os anos
participam todo o tipo de motas, turísticas, estradistas, trails (as
mais adequadas na minha opinião), desportivas, side-cars, ciclomotores,
e outras que não tem nenhumas destas características... |
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Prólogo - Quinta-feira, 7 de Junho
O dia começou cedo, por volta das 07:00, após uma
noite mal dormida, pois tal como uma criança na véspera de Natal, também eu
estava ansioso pelo início de um evento com que sonhava à muitos anos... Às
08:00 fui juntar-me ao meu primo, companheiro de Lés-a-lés. Abastecimento em
Avintes, e aqui iria começar a jornada.
Equipa 232 - MotoMarretas. A minha Honda NX4 brilhava como nunca, um banho
bem dado no dia anterior, e uma recente revisão demonstravam que estava
pronta para a viagem. A CBR 1000RR do meu primo, bem como ele demonstrava-se
cheia de força e entusiasmo para este evento, não sendo a mota que mais
gosta de estradões de terra sabiamos que com calma e paciência iria
portar-se bem.
O trajecto de Gaia para Arcos de Valdevez foi feito em ritmo de passeio,
seguindo pela N14 até Braga, e a N101 até aos Arcos. Pelo caminho, algumas
paragens, e "visitas" rápidas e conhecidos motociclistas, para 2 dedos de
conversa. Aproveitamos bem as paisagens, e fizemos alguns pequenos desvios
até pontos turísticos, que chegamos mesmo a percorrer de novamente durante o
lés-a-lés. |
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Por
volta das 12:00 chegamos ao destino, onde fomos directos às verificações
técnicas. Muitas motas aguardavam a sua vez, algumas demonstrando os
seus sistemas sonoros de rádio e buzinas, outras ainda com papel
celofane, para não estragar o brilho nem fazer um único risco na
pintura! (Com mota nova todo o cuidado é pouco...) |
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O
almoço ia preparado de casa, duas sandes e uns aperitivos, aproveitando
o restante tempo para passear a pé pelos Arcos de Valdevez. Além de
belíssimas paisagens, a loucura de centenas de motas contrastava com uma
cidade tão calma e pacata. Enquanto colavamos os autocolantes dos
patrocinadores, faziamos amigos, e conheciamos novas gentes, os
habitantes dos Arcos receberam-nos de braços abertos, bem organizados e
sempre com um sorriso, a convidar-nos para voltar para a concentração
que se iria realizar no fim de Junho. |
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Havia
"mototuristas" de todo o lado com todo o tipo de máquinas. A Alemanha
parecia já ali, bem como Espanha e Açores. Até a Telepizza estava
representada! O habitual grupo das Vespas lá estava, sendo sempre
problemático nas verificações técnicas quando pedem para ligar os piscas
:-) |

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Conhecem as Zundap Motali???
Ok tudo bem... Não chegou ao fim, mas posso dizer que lutou bastante! 2
horas depois do arranque já tinha feito 100 metros e estava a reparar a
mota, no entanto foi reparada e conseguiu seguir caminho! Se não estou em erro chegou mesmo ao
Marvão, quando todas as apostas diziam que nem a Tarouca iria chegar...
(corrijam-me se estiver errado) |
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As AJP estavam em "peso", embora sejam motos de Enduro, portaram-se lindamente, sem incidentes, chegando a Faro sem
atrasos. Demonstraram que existem empresas Portuguesas com empenho e rigor
nos produtos que desenvolvem. |
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O
palanque era já ali, mesmo na avenida principal, e por volta das 4 da
tarde, lá foram os Motomarretas experimentar o primeiro cheirinho de
Lés-a-lés. Palanque pronto, lado a lado, o Ernesto Brochado, sabe sempre
bem receber, e lá estavam os caramelos dos Arcos de Valdevez para adoçar
a boca neste pequeno percurso. |

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Começamos o prólogo que nos iria levar a conhecer um pouco do gerês. As
paisagens e os locais de passagem eram tão fascinantes que era fácil
esquecer-me de tirar fotos... Os canastros (ou espigueiros) do soajo, bem
como a vista para o rio lima, sempre em estradas com muito bom piso e
curvas verdadeiramente deliciosas! O 1º Ponto de controlo foi no largo
de eiró onde se encontra um pelourinho único no país. |
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As
meninas estavam a portar-se muito bem, por entre ruas pitorescas, e já
perdidos por uma vez (isto de ser a primeira vez a ler um road-book tem
destas coisas) apenas tinhamos encontrado boas estradas e um excelente
dia de sol, praticamente sem vento. Com muito tempo disponível o prólogo
foi feito bem devagar com capacete aberto e muitas muitas paragens...
No
entanto ainda não tinhamos testado trilhos de terra, apenas a CBR se
sentia em casa, os trilhos para a NX4 ficaram para o dia seguinte...
Artilhadas e equipadas até aos dentes, as vespas rolavam todos os
terrenos por mais carregadas que se encontrassem. Quem as tem diz que
"Fixe é ter uma Vespa" e com razão, pois não encontrei ninguém com uma
que rolasse mal disposto, ou sem um sorriso de orelha a orelha! |

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De
volta a Arcos de Valdevez, ainda tive tempo para ver partir muitas motas
para o prólogo, os Side-cars foram quase todos em conjunto, todos eles
com alguma característica mais catita. Soube mais tarde, que um desses
Side-car conduzido por uma senhora, vinha da Áustria! Com de 5 dias de
viagem solitária em cima, estava ainda a 1000km de distância para poder
começar o caminho de volta para casa... Uma verdadeira viajante, a quem
gostava de ter tido a oportunidade de lhe dar os parabéns. |
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Achei piada ao
side, com a mala lateral...
Questionei-me se seriam ferramentas... eheheh |
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Após a tenda montada e banho fresquinho tomado no rio
Vez, dirigimo-nos ao pavilhão municipal para o desejado jantar. Acima de
tudo o que importava era o prato cheio. Ainda hoje me questiono porque é
que a maior parte dos motociclistas, gosta sempre de um bom prato, bem
servido e boa bebida para acompanhar...
O jantar muito bem servido, com alguma música
de tambores de um rancho local. Soube muito bem uma cadeira com encosto,
as costas já começavam a dar um pequeno sinal de que queriam algum
conforto...
Alguns chegaram mesmo a encostar-se e a relaxar tanto que as cadeiras
cederam e ficaram desfeitinhas pelo chão... Diga-se de passagem que só
havia cadeiras a pensar nos mais levezinhos!
Tudo à espera do sorteio, lá foram distribuidos capacetes, malas de
depósito e no sorteio final uma scooter... Não me calhou a mim nada
(azar ao jogo), mas parece que foi bem entregue pois o vencedor andava a
juntar uns trocos para comprar uma scooter.
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Fomos abastecer para evitar
esse trabalho pela manhã (custa sempre comprar gasolina quase ao preço
de camarão). Estava na hora de
dormir... O dia seguinte iria começar cedo. Deixamos as meninas à vista,
e fomos para a tenda mal montada. Nem digam a ninguém que já fui
escuteiro, a culpa foi da pressa... O campismo "selvagem" nestes dias é permitido, ou seja,
ninguém se chateia com isso, só é preciso alguém que monte a primeira
tenda... Aí, num piscar de olhos, aparecem de lado nenhum mais uma ou
duas dezenas de tendas. |
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1ª Etapa (Arcos - Marvão) |
2ª Etapa (Marvão - Faro) |