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Fim de semana
"em" Pedrogão Grande |
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Sábado - 26/04/2008
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Levantamo-nos um pouco tarde e tomamos o pequeno almoço a ver o rio.
Decidimos dar um passeio de manhã e da parte da tarde acompanhar o
Abílio na recolha de dados da N2. Tentei ligar-lhe mas este não me
atendeu, lá arrancamos em direcção a Castanheira de Pêra passando pela
Venda da Gaita e seguindo a N236. Pelo caminho (diga-se que as paisagens
são fabulosas) senti o casaco a vibrar, parei a moto e era o Abílio.
Liguei de volta e combinamos encontrarmo-nos em Góis para reconhecimento
da N2, prontamente ofereceu-nos jantar e dormida (este é um motard 5
estrelas). Aceitei o jantar, quanto a dormida iria voltar para Pedrogão
(até porque o parque já estava pago e queria chegar cedo no Domingo para
estudar para um exame... |
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Passando a "Venda da Gaita",
desviei caminho para Castanheira de Pêra, não chegando a ir à Picha
neste momento (ficaria para o reconhecimento da N2). A praia das Rocas é impressionante pela sua dimensão. No
meio do nada, foi criada uma excelente praia com ondas artificiais e
muitas boas razões para os habitantes do centro poderem usufruir um dia
de praia sem terem que percorrer muitas dezenas de kilometros e pelo
mesmo preço de um dia numa piscina. Apenas está activa na época balnear
trazendo cerca de 100.000 turistas por ano a Castanheira de Pera! Ora
aqui está uma boa aposta para combater a desertificação do interior. |
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Seguimos em direcção a Lousã
por uma estrada não assinalada no mapa. Estava em bastante mau estado,
mas a CBF com mais calmas nas zonas mais complicadas lá foi respondendo
com segurança e conforto mesmo perante este tipo de piso. Fomos de
encontro à estrada N236 próximo de Coentral. Seguimos agora em direcção
à Lousã. Esta estrada é das melhores em que já rolei de moto em
Portugal. Tem paisagens fantásticas, bem no topo da montanha, com mais
montanhas e serras a perder de vista, muitas e boas curvas num piso
excelente. O tripé "pé de galinha" é excelente e muito prático, não é
que permita muitos ajustes em relação a altura, inclinação e colocação
em locais incertos, mas ocupa pouquíssimo espaço e é uma óptima solução
para tirar fotos a "solo". |
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Pela estrada até Lousã,
cruzamo-nos com dezenas de carros clássicos, que aparentemente estavam
numa competição, pois todos eles carregavam bem no acelerador cortando
um pouco as curvas e queimando pneu. Ainda estive para perguntar à
organização se desconheciam que aquela era uma estrada pública... Fora
isso, eram sem dúvida belíssimas máquinas, em muito bom estado. Citroen 2cv, Porsche, Ford
Escort, etc. Se estivesse parado na berma a assistir concluiria que
seria um excelente espectáculo. |
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No trajecto para a Lousã
encontramos uma indicação para "Praia Fluvial da N. Sra da Piedade",
fizemos o desvio e deparamo-nos com um belíssimo castelo, um santuário
"quase" ao lado e a praia fluvial no fundo do vale. Quem vier à Lousã,
tem mesmo que vir aqui, é lindíssimo!
Na Lousã sentamo-nos num banco de jardim para almoçar umas sandes de
panado compradas pela manhã ao padeiro que foi ao parque de campismo
(uma excelente ideia para que os visitantes do parque tenham pão fresco
todos os dias). Recebi a chamada do Abílio, tinha chegado mais cedo a
Góis, abasteci em frente à Lousãmotos e arrancamos em direcção a Góis.
(A Honda Today persegue-me!) |
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Encontrei o Abílio no
"Kentidoce" e fizemos respectivas apresentações. O tempo de espera
serviu para ele organizar o percurso (muito organizado e com um
reconhecimento de terreno excelente). Palavra troca palavra, arrancamos,
parando logo a seguir no primeiro marco que garantia ser a N2.
Verifiquei que a Transalp não tinha luz traseira... Mau sinal, e embora
a esta hora até fosse aceitável rolar assim voltamos a Góis para
procurar uma lâmpada. A oficina de Góis estava fechada para almoço,
voltamos ao Kentidoce, onde fomos novamente atendidos com muita
simpatia! Esperamos alguns minutos, voltamos à oficina que vendeu a
lâmpada em questão. Em dois minutos estava a lâmpada trocada, e
arrancamos para o reconhecimento da N2. |
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A estrada logo após Góis não
é a melhor se bem que são poucos kms, sendo todo o resto do percurso
sempre com bom piso sem buracos ou lombas. Gostei muito de rolar com o
Abílio, sempre com uma postura correcta, com velocidades adequadas, sem
exageros aproveitando bem a natureza e o espírito da viagem! Até quando
apanhou o susto por uma ultrapassagem "à piloto" de uma ZZR com pendura
reagiu bem, sem se atrapalhar colocando a moto o mais encostada à berma
sempre em segurança. |
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O calor era menos intenso do
que o que foi sentido durante a manhã ou o dia anterior (e ainda bem),
mesmo assim em pleno Abril o risco de incêndio já era moderado! Até à
Sertã a estrada vale bem a pena, com muitas curvas, paisagens divinais e
estradas com boas condições para rolar em caravana (largas e com boa
visibilidade). Chegada à Picha o Abílio aproveitou para atestar o
depósito podendo orgulhar-se de ter abastecido na Picha. Venda da Gaita
não tem posto de abastecimento... |
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De novo em Pedrogão, paramos
na barragem do Cabril. É assustador pensar na quantidade de água
suportada com aquele "murozito"... Belíssima vista! Já o cansaço
apertava um bocado e o meu rabo estava a ficar quadrado. A minha mais
que tudo foi-se aguentando muito bem, embora não esteja habituada a
rolar tantas horas seguidas. |
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Chegada à Sertã, pedi uma
bebida bem refrescante para ajudar a suportar o calor! Soube mesmo bem!
Até o Gaspar (o cão da mesa do lado) ficou com sede! A mista e a torrada
demoraram bem mais... O Abílio bem perguntou se a conta também ia
demorar tanto tempo assim, mas contrariamente ao restante pedido a conta
chegou no momento logo a seguir... |
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Continuamos pela N2, em direcção a Vila de Rei.
Estas estradas são mais abertas, com boas paisagens também e onde se
pode rolar (mesmo em caravana) acima de 80km/h. Como não podia deixar de
ser, tínhamos que ir ao centro de Portugal. Fomos ao marco geodésico que
o indica, onde se pode aproveitar para tirar belíssimas fotos! O limite
aqui é a nossa visão, uma vez que se tem um ângulo de visão de 360º
aqui! (Quem me dera ter uma grande angular!) |
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O tempo estava fantástico com
uma temperatura muito agradável. Na Melriça (espero ser este o nome
correcto) temos a rosa dos ventos que nos indica onde fica Fátima, Serra
da Estrela, Abrantes e outra localidades. Portugal visto daqui parece
mesmo muito maior! Ficou por visitar o museu geodésico. Paramos uns
minutos para esticar as pernas e apreciar as paisagens. O movimento aqui
era muito contrastando com o a N2, onde praticamente não andam carros.
As IC's roubaram a circulação automóvel desta estrada. |
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Seguimos em direcção a
Cardigos (Este) para um excelente jantar em casa dos pais do Abílio,
onde fomos presenteados com um belíssimo frango no forno e pão feito em
casa. Estava tudo simplesmente divinal!!! A simpatia desta família faz
juz ao bom nome da hospitalidade portuguesa.
A todos o meu sincero obrigado. |
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Após este óptimo jantar,
fomos ao centro da vila a um pequeno café que se encontrava bem cheio.
Enquanto aguardávamos a conta (que não me deixaram pagar e novamente
comprovaram a sua boa hospitalidade) o Abílio comentou comigo "A tua
namorada está mesmo cansada! Tens que a começar habituar a passeios
destes...". Era bem verdade... Este tipo de andanças de manhã à noite,
em curva contra curva, com muitas e pequenas paragens esgota qualquer
um. Eu já me sentia bastante cansado e a pendura ainda mais.
Saída do café, despedi-me do Abílio deixando o convite para uma
jantarada no Norte, e disponibilizando-me para o que for preciso.
Seguimos em grupo até à IC8 durante a noite, com um céu limpo e estrada
vazia. Como adoro conduzir em noites assim!!!
Chegada a Pedrogão, lá fomos dormir que o cansaço era muito... |
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Domingo - 27/04/2008
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Levantamo-nos com calma, e
embora nos apetecesse ficar mais uns dias tinhamos mesmo que voltar...
Esta região centro deixará saudades e havemos de voltar para a conhecer
ainda melhor. As despedidas custam muito, e estavamos com uma certa
moleza a arrumar as malas.
Após isto, lá seguimos em direcção ao norte, novamente por estradas
secundárias ou nacionais. A minha mãe convidou-nos para irmos almoçar a
Espinho, convite que aceitamos com grado e ainda por cima ao meu
restaurante favorito de lá... |
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As últimas fotos no parque de
campismo antes da despedida. Este parque tem muita boa-disposição e boa
gente! Principalmente frequentado por entalados com caravanas. |
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Chegada a Espinho, fomos ao
restaurante Papagaio com dois lugares já reservados na esplanada!
Sentamo-nos e pedimos uma espetada de lulas e gambas acompanhada de
batata cozida para mim e um robalo com legumes para a namorada.
Obviamente grelhado... Excelente comida com um sabor muito caseiro e um
preço agradável, terminou assim o nosso fim-de-semana de passeio!
Obviamente aguardamos ansiosamente o próximo... |
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